Nossas escolhas alimentares influenciam recursos ecológicos

Sempre que consumimos um alimento, até chegar ao nosso prato ele gerou algum impacto no ambiente. Este impacto pode ser medido através da pegada ecológica, que mede a quantidade de recursos naturais renováveis para manter nosso estilo de vida. A demanda alimentar representa 26% da pegada global; aumentar a eficiência de recursos na produção de alimentos e reduzir o desperdício são caminhos para otimizar esta demanda, e assim reduzir a fome e a desnutrição.

Mais de 25% do consumo alimentar brasileiro está baseado em alimentos com efeitos negativos aos recursos ecológicos como o excesso de carne vermelha, consumo de alimentos ultraprocessados e alimentos produzidos em monocultura, como trigo, arroz e milho.

Algumas atitudes que podem contribuir para economizar recursos ecológicos:

Consumir mais vegetais e menos carne vermelha é uma atitude sustentável que se justifica, pois a alimentação vegetariana utiliza 4000m2 enquanto que a alimentação rica em carne consome 7000m2. Além de que o consumo de água para produzir um quilo de carne é de 15.415 litros, de frango 4.325 litros enquanto que o de cereais é de 1600 litros. A produção de alimentos atualmente compromete 60% da água doce disponível no planeta;

Consumir alimentos diferentes, incentivando diferentes produtores, especialmente os locais. Utilizando plantas alimentares não convencionais (PANCS) como ora-pro-nobis, beldroega e bertalha, entre tantas, contribuem para esta diversificação e para o equilíbrio;

Consumir alimentos da estação, principalmente orgânicos, reduzindo o uso de agrotóxicos estimulando uso racional de recursos;

Evite produtos industrializados e fast foods, gerando assim menos resíduos produzindo menos lixo. “descasque mais, desembale menos”;

Adotar estilos de vida mais equilibrados e amigáveis com o meio ambiente é fundamental para o planeta.

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