Sorgo, ração animal ou alimento nutritivo?

Tradicionalmente utilizada na alimentação de bovinos, suínos e aves, o sorgo, começa a ganhar espaço no cardápio dos animais racionais. Pesquisas realizadas pela Embrapa demonstraram que este cereal contém altos teores de ferro, zinco, proteínas, fibras e vitamina E, identificando também a presença de compostos fenólicos com alta capacidade antioxidante, as antocianinas e os ácidos fenólicos, que podem auxiliar no combate a doenças crônicas não transmissíveis, como obesidade, diabetes, dislipidemias, doenças cardiovasculares, câncer e hipertensão. Seus grãos podem ser utilizados na produção de farinha e de amido e na fabricação de pães e biscoitos. De sabor suave e por ser livre de glúten sua farinha surge como uma alternativa a de trigo especialmente na dieta de pessoas com doença celíaca.

Por ser da mesma família do milho (só que menor), o grão de sorgo pode ser utilizado como pipoca melhorando a digestibilidade do amido e das proteínas, reduzindo fatores antinutricionais.

Os diabéticos são beneficiados pois os produtos feitos com farinha de sorgo com possuem alto teor de amido resistente, uma fibra que reduz a resposta glicêmica, controlando os níveis de glicose, de insulina e de lipídeos no sangue. Também foi associado ao controle da obesidade por mecanismos que envolvem a produção hormônios controladores da saciedade como a leptina e a adiponectina. A flora intestinal saudável também se fortalece com o consumo de suas fibras.

Alimento básico em países africanos, onde pesquisas observaram um aumento no índice de câncer em pessoas que tiveram suas dietas trocadas do sorgo para outros cereais.

O sorgo é um grão firme que necessita ser submetido a cocção antes de ser consumido, também é encontrado na versão farinha que pode ser utilizado como substituo parcial ou total do trigo em receitas tradicionais como pães, bolos e panquecas.

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