Preso por envolvimento em assalto em Criciúma pertence a facção criminosa de SP

Dois dos envolvidos foram presos pela Polícia Civil. - PCRS

Um dos criminosos presos no final da manhã desta quinta-feira em Gramado, na Serra gaúcha, em um chalé de luxo, foi identificado como Márcio Geraldo Alves Ferreira, vulgo Buda, natural de Minas Gerais.

Conforme divulgou o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) do RS, ele teria participação direta no assalto ao Banco do Brasil, em Criciúma.

“Buda”, conforme já divulgado pela imprensa em nível nacional, é braço-direito do líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa de origem paulista, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola.

O preso hoje em Gramado havia sido detido em 2014 por ter arquitetado a tentativa de fuga de Marcola do sistema prisional paulista. Ele seria resgatado da Penitenciária de Presidente Wenceslau com apoio de helicóptero, mas o plano acabou não dando certo.

“Buda”, que não reagiu à prisão, estaria solto devido a um habeas corpus. Com ele, também foi detido um comparsa, que tentou fugir para um matagal, mas acabou sendo interceptado pela Polícia Civil.

Participação

Para a Chefe de Polícia, delegada Nadine Anflor, o fato de o ataque envolver pessoas de fora o estado pode indicar a participação de facções paulistas no ataque.

“Todas as ações foram coordenadas junto aos demais órgãos de segurança envolvidos, num verdadeiro trabalho integrado”, avaliou.

Também a Polícia Militar de São Paulo deteve uma mulher suspeita de envolvimento no roubo. Buscas por criminosos que possam ter ligação com o grupo continuam no Rio Grande do Sul.

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