Supremo avisa à Polícia Federal que Coronel Lima não pode sair do país.

Coronel Lima não pode sair do país.

O amigo do Presidente Michel Temer, coronel reformado da Polícia Militar João Baptista Lima Filho, o coronel Lima e também sua mulher Maria Rita Fratezi e outros dois indiciados não podem deixar o País.

A secretária Judiciária Patrícia Pereira de Moura Martins, do Supremo Tribunal Federal (STF), avisou por meio de ofício ao diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro. A PF atribuiu os crimes de corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa aos quatro, Temer, sua filha Maristela, o ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (MDB-PR) – o “homem da mala dos R$ 500 mil” – executivos da empresa Rodrimar e do grupo Libra no inquérito dos Portos.

“Senhor Diretor-Geral, de ordem, encaminho os termos do(a) despacho/decisão de cópia anexa, para adoção das providências necessárias ao seu cumprimento, no qual foi determinada a proibição de se ausentarem do país os seguintes investigados: João Baptista Lima Filho, Carlos Alberto Costa, Maria Rita Fratezi e Almir Martins Ferreira”, informa a secretária judiciária.

A Polícia Federal também pediu a Barroso o bloqueio de bens de todos os indiciados – inclusive de Temer – e a prisão preventiva de quatro deles: do coronel Lima e sua mulher, além de Carlos Alberto Costa e Almir Martins Ferreira, que atuaram respectivamente como sócio e contador do oficial.

O ministro vai aguardar um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) para decidir sobre esses pedidos. A PGR tem 15 dias para se manifestar.

O advogado Brian Alves, responsável pela defesa do presidente, disse que não se manifestaria porque não teve acesso ao relatório da Polícia Federal.

Já os advogados Maurício Leite e Cristiano Benzota, responsáveis pela defesa do coronel João Baptista Lima Filho, o coronel Lima, disseram por nota estar ‘perplexos’ com o pedido de prisão feito pela Polícia Federal. Segundos os advogados, o coronel está ‘afastado de suas atividades profissionais e, permanentemente, em sua residência cuidando da saúde’. “Sempre foram apresentadas todas as informações solicitadas pelas autoridades, por intermédio de sua defesa, o que torna o pedido de prisão desprovido de fundamento legal”, afirmam os defensores.

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