Nova CNH começa a valer mês que vem em todo país

A nova Carteira Nacional de Habilitação vem com diversas mudanças significativas em três pontos

O novo modelo da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), entrará em vigor a partir do dia 1º de junho em todo o país. As mudanças estão previstas na resolução 886 publicada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) em dezembro de 2021.

O processo de emissão da nova carteira de motorista será feito de forma gradual, e primeiro vão receber o documento os condutores que estão tirando a primeira via do documento ou ainda que estão em processo de emissão da 2ª via da CNH.

Mudanças na nova CNH

A nova Carteira Nacional de Habilitação vem com diversas mudanças significativas em três pontos, sendo eles a segurança, o design e também um novo conjunto de categorias.

Novo design

Enquanto o atual modelo da Carteira de Motorista tem tons predominantes verdes, o novo documento terá a combinação de verde e amarelo.

Na parte superior uma das mudanças mais perceptíveis é a inserção da assinatura logo abaixo da foto (hoje ela fica depois da dobra).

Na seção inferior do documento irão concentrar as principais mudanças, como uma cena de um quadro com silhuetas de veículos, acompanhados do código da respectiva categoria que cada motorista está habilitado a conduzir.

Logo abaixo teremos a tabela de categorias e um quadro de observações, que visam informar possíveis restrições médicas e se o condutor exerce atividade remunerada.

Segurança

No quesito segurança a nova CNH manterá o QR Code já disponível em todos os documentos emitidos a partir de 2017. O código agora vai armazenar diversas informações do motorista, inclusive a fotografia, com exceção apenas da assinatura do condutor.

Categorias

Antes de falarmos sobre as categorias, no novo documento a Permissão para Dirigir será identificada pela letra “P”, já os donos do documento definitivo serão identificados pela letra “D”.
A nova CNH também contará com o campo Autorização para Conduzir Ciclomotor (ACC).
Quanto às categorias, ainda será mantido as letras (A, B, C e D), contudo, agora será implementado o número 1 à frente da letra. Assim, cada tipo de CNH terá novos códigos como por exemplo (CE, C1E, DE, D1E).

No total teremos agora 14 subcategorias definidas inicialmente a partir das categorias já existentes. No caso, as definições ainda vão ser reveladas pelo Contran nas próximas audiências públicas.

Troca do documento será obrigatória?

Não! O atual modelo da CNH continuará valendo normalmente, as mudanças ocorreram de forma gradativa, onde, primeiro, vão receber o documento aqueles que estão tirando a habilitação pela primeira vez, ou solicitando a segunda via do documento.

Para os motoristas com a CNH em situação regular a troca será feita na próxima renovação do documento, onde os condutores terão acesso ao novo formato do documento.

Projeto para diminuir fila de emissão de CNH

O governador Ranolfo Vieira Júnior anunciou um projeto para desafogar a lista de espera para a realização de provas práticas para a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O governo do Estado disponibilizou R$ 1,3 milhão para o pagamento de horas extras aos servidores do Departamento Estadual de Trânsito (DetranRS) para aplicação dos exames aos finais de semana e em expediente prolongado durante a semana.

O governador disse que a ideia é diminuir a fila em seis meses. “Em função da pandemia, temos uma demanda represada de cerca de 110 mil candidatos aptos à realização do exame prático para a CNH. Com esse planejamento, nossa expectativa é que tenhamos isso regularizado até setembro”, disse o governador.

Inicialmente, o projeto vai funcionar em horário prolongado e aos finais de semana as unidades da grande Porto Alegre, Passo Fundo, Caxias do Sul, Pelotas e Santa Maria.
O governador também anunciou oficialmente o advogado Marcelo Soletti como novo diretor-geral do DetranRS. Soletti atuava desde 2019 como diretor-geral adjunto da autarquia. Soletti explicou a escolha das regiões onde o projeto será iniciado “Vamos começar por esses polos porque são regiões que representam a maior parte deste passivo que queremos normalizar”, disse o diretor.

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