FEPAM notifica prefeitura de Xangri-Lá. Motivo: incêndio

Tudo anunciado antecipadamente. Foi isso que aconteceu em Xangri-Lá. Um local público onde está instalado o Parque de Máquinas e servia também como depósito de resíduos do município.

Por muitos anos diversos tipos de resíduos eram depositados sem qualquer controle, o depósito já podia ser visto de longe, uma verdadeira montanha.

O próprio Jornal A Folha do Litoral alertou o problema em certa ocasião, mas nada foi feito.

Na semana que passou a “gota d´água”, o problema foi agravado literalmente. Um incêndio movimentou o corpo de bombeiros de Capão da Canoa. Incêndio no Depósito de Resíduos. Durante horas os bombeiros trabalharam para combater o incêndio, mas em alguns pontos o acesso era dificultoso.

A população reclamou porque a fumaça tomou conta de alguns bairros.

Conforme o vice-prefeito Érico de Souza Jardim, o Xoto, a prefeitura não havia mais autorizado a colocação de resíduos no local. Além disso vem trabalhando para acabar com o depósito, mas muitas coisas esbarram na burocracia. Ele descarta o incêndio provocado por terceiros. O processo vem sendo acelerado para que todos estes resíduos sejam retirados, porque além da burocracia tem também a questão financeira. “Mas vamos sim resolver de uma vez por toda esta situação”, conclui o Vice Prefeito.

Depois de tomar conhecimento do fato a FEPAM, Fundação Estadual de Proteção Ambiental, notificou a prefeitura do município para que desenvolva ações para combater imediatamente o incêndio, já que o fogo persistiu por alguns dias. Mesmo sabendo que o corpo de bombeiros continuava trabalhando, o problema é de que a fumaça persistia.

A coordenadora do Balcão Ambiental Unificado da SEMA/FEPAM do Litoral, e engenheira florestal, Caroline Moura, solicitou que a prefeitura apresente um relatório fotográfico e memorial descritivo completo das medidas tomadas para apagar o incêndio. Também quer que a prefeitura repasse informações sobre a área onde está o depósito, porque não tem licença ambiental para que os órgãos ambientais possam buscar alternativas para a recuperação do local.

Matéria: Rubenir Fernandes

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