Policiais bloqueiam acessos de vilas em Porto Alegre

Operação "Dama da Noite" ação conjunta da Brigada Militar e Polícia Cívil em Porto Alegre. Foto: Polícia Civil

Numa ação conjunta entre Brigada Militar e Polícia Civil contra o tráfico de drogas,com mais de 500 policiais,bloquearam acessos a duas  vilas: Maria da Conceição e o Campo da Tuca. Policiais também agem em endereços da vila Resvalo e nos bairros Restinga, Cascata e Glória, mas sem bloqueios.

É realizado  buscas em 57 residências e bares suspeitos de funcionar como bocas de fumo e esconderijo de criminosos. São procuradas também 20 pessoas supostamente envolvidas em tráfico e homicídios cujas prisões temporárias foram decretadas pela Justiça. Até as 9h30min, 14 pessoas haviam sido presas.

Nesta operação foi usado até helicópteros e cães farejadores nas buscas. A investigação é conduzida pelo Departamento de Investigações do Narcotráfico (Denarc), da Polícia Civil, que denominou a ação de Operação Dama da Noite. O nome é uma alusão à cocaína de tipo “Viviane”, que teria alto grau de pureza, coloração amarelada e aroma de baunilha, famosa por gerar grande rentabilidade aos traficantes e atrair legiões de usuários. O apoio no cerco é feito pelo Batalhão de Operações Especiais (BOE) da BM.

A investigação foi chefiada pelo delegado Tiago Lacerda, que destaca:

— Foi complexo e, por isso, o trabalho atinge muitos bairros.

As investigações começaram em 2015, e policiais por meio de campanas, obtiveram diversos flagrantes de tráfico feito a céu aberto, em locais de comércio e, também, registraram em filmagens tiroteios travados pelas diversas facções que tentam o domínio dessas regiões de periferia.

Nesta briga de facções João Carlos da Silva Trindade,o Colete, que era investigado pela 2ª Delegacia de Investigações do Narcotráfico, do Denarc, foi assassinado em agosto de 2017.Tudo pela disputa entre o Morro da Conceição e Campo da Tuca. Após a prisão dos “patrões” do tráfico nesses bairros. Paulo Ricardo Santos da Silva, o Paulão, mandava na Conceição, enquanto Juraci Oliveira de Souza, o Jura, era o líder dos traficantes da Tuca. Os dois continuam presos desde 2010, por homicídios.

 

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