Tumulto durante protesto de professores em greve contra pacote do governo do Estado

Tentativa de invasão do Palácio Piratini no tarde desta terça-feira. A Folha do Litoral

Professores estaduais que atuam em Porto Alegre e no interior do Estado realizaram novo protesto na tarde desta terça-feira (26) na Praça da Matriz, em frente ao Palácio Piratini. Segundo testemunhas, houve tumulto e confusão entre os manifestantes e a Brigada Militar.

A manifestação foi contra o pacote do governo enviado ao parlamento que altera o plano de carreira do magistério. A categoria está em greve desde o começo da semana passada.

A assembleia foi convocada para avaliar os primeiros dias de paralisação e, segundo o Cpers-Sindicato, entidade que representa os professores estaduais, a greve continuará até que o governo retire a pauta encaminhada aos deputados.

No fim da tarde, o governo estadual emitiu nota sobre o que chamou de tentativa de invasão. Confira:

“O governo do Estado repudia publicamente a lamentável tentativa de invasão do Palácio Piratini por parte de ativistas nesta terça-feira (26/11). No início da tarde, de forma democrática, o governo se dispôs a receber, mais uma vez, uma comissão de representantes do sindicato dos professores que protestavam em frente ao palácio.

Como mostram as imagens do circuito de segurança do Piratini, um grupo de manifestantes derrubou os gradis instalados em frente ao palácio e tentou invadir o local enquanto o chefe da Casa Civil, Otomar Vivian, recepcionava a comissão acima citada. Da agressiva e injustificável ação dos manifestantes restaram dois policiais feridos.

O governo reitera a disposição em dialogar a respeito das propostas encaminhadas à Assembleia, como já vem fazendo desde o início do ano, quando visitou todas as entidades representativas de servidores. Além disso, o pacote de projetos foi apresentado individualmente a cada sindicato, antes mesmo do encaminhamento ao Legislativo.

Atitudes como a verificada na tarde desta terça-feira não ajudam em nada a resolver os problemas do Estado e colocam em risco a integridade física das pessoas envolvidas. A reforma em curso não é contra ninguém. Ela é a favor do futuro de um Estado que convive há décadas com uma crise que assola não apenas os servidores, mas principalmente os 11 milhões de gaúchos que aqui vivem.”

O Cpers informou que a sua presidente, Helenir Aguiar Schürer, foi agredida com um cacetete na cabeça, aguarda os resultados de uma tomografia e que também emitirá nota sobre o ocorrido às portas do Piratini. O sindicato postou fotos de professores agredidos.

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