Schirmer reforça importância de adesão ao SIM para municípios do Litoral Norte

A Secretaria da Segurança Pública apresentou, nesta quinta feira (08), o Sistema Integrado de Segurança com os Municípios (SIM) a prefeitos e lideranças de 22 cidades do Litoral Norte. O evento aconteceu na câmara de vereadores de Capão da Canoa.
O secretário Cezar Schirmer reiterou que a proposta do SIM é pioneira no país. “É essencial estudar o uso inteligente das tecnologias para combater a criminalidade. Buscamos implantar o cercamento eletrônico em todo o Estado para ampliar a efetividade dos serviços prestados.
O secretário adjunto da SSP, coronel Everton Oltramari ressaltou a necessidade de construção de um novo presídio na região. “Temos que desmistificar os boatos de que um presídio aumenta a criminalidade em um município, pois isso não é realidade. A simples conferência dos indicadores criminais de Charqueadas, que possui seis casas prisionais, comprova que não existe relação entre o aumento da criminalidade e a presença de um presídio em uma localidade”.
O presidente da Associação de Municípios do Litoral Norte (Amlinorte) e prefeito de Capão da Canoa, Amauri Magnus Germano, compreendeu a necessidade de discutir a construção de uma casa prisional. “Me comprometo a levar esse debate para a Amlinorte e vamos buscar uma solução juntos”, assegurou.
Até o momento 126 municípios do Rio Grande do Sul já se conveniaram ao SIM. No evento do Litoral Norte, dois dos 22 municípios aptos a assinar efetuaram a adesão. Por questões administrativas, as outras cidades assinarão o convênio nos próximos dias.
SIM/RS
O Sistema de Segurança Integrada com Municípios do Rio Grande do Sul (SIM/RS), lançado em abril de 2017, estabelece obrigações mútuas entre o estado e os parceiros, como instituições vinculadas, secretarias estaduais, municípios, órgãos da esfera federal e entidades da sociedade civil.
A adesão ao sistema é feita de acordo com a estrutura disponível, sem a necessidade de criação de novas estruturas ou órgãos que onerem custos aos cofres públicos. Esta adesão ao sistema não é padronizada, mas construída com base na estrutura disponível do Estado e do município ou instituição proponente, com o intuito de explorar ao máximo a capacidade operacional dos agentes envolvidos.
Entre as possibilidades estão a integração de sistemas, o compartilhamento de infraestruturas tecnologias, a troca de informações voltadas ao combate da criminalidade, a construção de uma doutrina única de capacitação e qualificação aos agentes da Segurança Pública, a adoção de políticas antidrogadição e a reinserção de apenados na sociedade.
Texto: Lurdenir Matos/SSP
Foto: Rodrigo Ziebell/SSP

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