RS amplia vacinação contra a febre amarela para a região do Litoral

A Secretaria da Saúde (SES) recomenda a vacinação prioritária contra a febre amarela à população de 34 municípios, localizados no Litoral, que anteriormente não faziam parte da área de imunização e controle da doença. ACESSE AQUI os municípios.

Com essa medida, a vacinação será ampliada para todos os municípios do Rio Grande do Sul. A estratégia adotada pela SES é preventiva em função do surto de febre amarela que atinge os estados de São Paulo, Rio de Janeiro Espirito Santo, Minas Gerais e Bahia.

De acordo com o secretário da Saúde, João Gabbardo dos Reis, a cobertura vacinal no estado atinge hoje cerca de 70% da população. “Quem ainda não se vacinou pode procurar a unidade de saúde mais próxima da sua residência, de forma tranquila e sem pânico”, recomenda Gabbardo. Ele salienta que “para as pessoas que estão planejando viajar para os estados com surto da doença, a orientação é fazer a vacina dez dias antes da viagem”.

Gabbardo informa que quem já foi imunizado não precisa de dose de reforço. Gestantes, idosos e imunodeprimidos devem avaliar com seu médico os riscos e benefícios da imunização. A vacina contra a febre amarela integra o Calendário Nacional de Vacinação e está disponível nas Unidades Básicas de Saúde.

Saiba mais sobre a febre amarela

A febre amarela é uma doença febril aguda, causada por um arbovírus (vírus transmitido por mosquitos). Os primeiros sintomas são inespecíficos, como febre, calafrios, cefaleia (dor de cabeça), lombalgia (dor nas costas), mialgias (dores musculares) generalizadas, prostração, náuseas e vômitos. Após esse período inicial, geralmente ocorre declínio da temperatura e diminuição dos sintomas, provocando uma sensação de melhora no paciente.

Em poucas horas – no máximo, um ou dois dias – reaparece a febre, a diarreia e os vômitos têm aspecto de borra de café. Os casos de febre amarela no Brasil são classificados como silvestre ou urbana, uma vez que o vírus transmitido é o mesmo. A diferença entre elas é o mosquito vetor envolvido na transmissão. Na urbana, o vírus é transmitido ao homem pelo mosquito Aedes aegypti. Desde 1942 não é registrado nenhum caso no Brasil.

Na silvestre, os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes transmitem o vírus e os macacos são os principais hospedeiros; nessa situação, os casos humanos ocorrem quando uma pessoa não vacinada entra em uma área silvestre e é picada por mosquito contaminado.

Na sazonalidade 2008/2009, o RS registrou 21 casos da febre amarela silvestre em humanos. Desde 1999, é feita a vigilância de mortes de macacos, para verificar e antecipar a ocorrência da doença, pois a mortalidade destes animais pode indicar a presença do vírus em uma determinada região. Dessa forma, é possível fazer a intervenção oportuna para evitar casos humanos, por meio da vacinação das pessoas, e também evitar a urbanização da doença, por meio do controle dos mosquitos transmissores nas cidades.

Léa Aragón

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