Quatro conselheiras tutelares são afastadas por irregularidades em Xangri-lá

Atualmente, até que todas as suplentes sejam chamadas, duas conselheiras atendem a cumunidade. Foto: Licurgo Visintainer / AFL

Em razão de uma ordem judicial, via Ministério Público, a administração pública de Xangri-Lá, afastou recentemente, sem remuneração, quatro das cinco conselheiras tutelares do município.

Segundo a Ação Civil Pública, proposta pelo Ministério Público, as conselheiras tutelares estavam valendo-se do cargo para facilitar o acesso de terceiros ao Planeta Atlântida, que aconteceu nas dependências da SABA no mês de fevereiro.

Segundo informações de uma das advogadas do Grupo RBS prestadas ao Ministério Público, entre os favorecidos, ao menos três menores tentaram acessar o evento com pulseiras de uso exclusivo de órgãos públicos, que deveriam ser usadas pelas próprias conselheiras durante o período de trabalho no Planeta Atlântida.  Além disso, um veículo exclusivo do Conselho Tutelar foi usado para transportar os favorecidos até o local do evento.

O afastamento das conselheiras é extremamente de cunho judicial e não administrativo. “A situação é judicial e não tem nada a ver com a gente, nós só cumprimos a ordem da juíza”, informou o prefeito em exercício Érico de Souza Jardim, o Xoto.

Com a decisão da justiça o Prefeito em Exercicio, Érico do Souza Jardim, afastou imediatamente as servidores Foto: Rádio Horizonte

Hoje, apenas duas conselheiras estão atendendo a comunidade. A conselheira Carine Nazário Alves que é titular e a única que não estava envolvida na ação proposta pelo Ministério Público e mais uma conselheira suplente, que já estava cobrindo as férias de umas das conselheiras citadas e que agora esta efetivada.

O prefeito em exercício, Xoto, ainda informou que a documentação necessária para chamar as outras três conselheiras suplentes está sendo elaborada e que em breve elas deverão assumir o seus postos. No caso das suplentes chamadas não assumirem os cargos por algum motivo, uma nova eleição deverá ser feita em breve.

As conselheiras afastadas estão recorrendo da decisão judicial.

 

ADO ANDRADE

 

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