QUADRILHA QUE VENDIA DROGAS SINTÉTICAS NO RS É DESARTICULADA

Denarc desarticulou quadrilha internacional de drogas sintéticas

O Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) da Polícia Civil,desarticulou uma quadrilha de tráfico de drogas sintéticas internacional, que adquiria drogas principalmente ecstasy e LSD da sintéticas na Europa e vendia os entorpecentes pelos Correios para outros 10 Estados e o Distrito Federal, envolvendo 27 cidades do país.  Até o momento 15 pessoas estão presas. Um dos líderes da quadrilha está preso e o outro está foragido— a polícia trabalha com a hipótese de que poderia estar no Paraguai.

O delegado Thiago Lacerda da 2ª Delegacia do Depertamento de Investigações do Narcotráfico (Denarc) diz que a quadrilha tinha três grupos distintos e eles agiam nas cidades de Porto Alegre, São Leopoldo e Glorinha. No período de investigação, foram apreendidos mais de 5 mil comprimidos de ecstasy, além de LSD, lança-perfume, e MDMA (substância que serve de base para fabricação do ecstasy).

O delegado diz que  os criminosos anunciavam as drogas em redes sociais,para traficantes de outros Estados, e revendiam em festas de música eletrônica para grupos do Rio Grande do Sul. No caso das festas, mulheres ingressavam nas casas noturnas com as drogas escondidos em meio às roupas, pelo fato de que as revistas feitas pelos seguranças são mais intensas em homens, segundo a polícia.

Em relação ao envio das drogas pelos Correios, identificou a ação criminosa pela quantidade de postagens justamente nas cidades onde a quadrilha agia. Traficantes usavam nomes e endereços fictícios para enviar as drogas, aproveitando que parte das postagens não era interceptada. A droga era colocada dentro de frascos de um composto energético e misturada em meio a pó de café para despistar a fiscalização. Até kits com reagentes químicos eram postados para que o receptador se certificasse de que a droga era de qualidade.

Havia uma tabela com os preços das diferentes drogas sintéticas, sendo que a taxa de frete ficava sob responsabilidade dos compradores, identificados como traficantes que agem em festas raves em todo o país. A grama do MDMA custava R$ 150 e cada comprimido de ecstasy valia R$ 70. Já um tubo de lança-perfume podia ser adquirido por R$ 150.

Em um único apartamento em Porto Alegre, os agentes do Denarc encontraram quase R$ 200 mil em entorpecentes. Já dois pacotes de MDMA apreendidos foram avaliados em mais de R$ 30 mil. Na propaganda para clientes, as drogas era chamadas de “gringas”, sendo ainda denominado de “bala” o ecstasy e de “doce” o LSD.

A ação ocorreu no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás, Brasília, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraíba e Amazonas. No RS, a ação foi realizada em Porto Alegre, Rio Grande, São Leopoldo, Glorinha, Panambi, Triunfo, Minas do Leão e Butiá. Ela aconteceu ainda em Joinville (SC), Cascavel (PR), Campo Largo (PR), Cuiabá (MT), Luziania (GO), São Paulo (SP), Franca (SP), Guarulhos (SP), Guaratinguetá (SP), Guaraci (SP), São José do Rio Preto (SP), Catanduvas (SP), Rio de Janeiro (RJ), Vitória (ES), Vila Velha (ES), Alegre (ES), Sousa (PB), Manaus (AM) e Brasília (DF).

 

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