Polícia Civil indicia jovem que teve corpo cortado com suástica por falsa comunicação

O delegado Paulo César Jardim durante coletiva à imprensa. Polícia Civil / Divulgação

A Polícia Civil confirmou, na manhã desta quarta-feira (24), o indiciamento da jovem que relatou lesões no corpo ocorridas no dia 8 deste mês, na Rua Baronesa do Gravataí, no bairro Cidade Baixa,por falsa comunicação de crime.

Foto: Facebook / Reprodução /A Folha do Litoral

Segundo o titular da 1ª Delegacia de Polícia, delegado Paulo Cesar Jardim, não houve motivação política no caso, o que foi cogitado inicialmente, já que a garota estava com um adesivo na mochila com um arco-íris e a inscrição “#Ele Não” referente ao candidato a presidente Jair Bolsonaro. Para o delegado, a motivação envolve “problemas emocionais” da jovem. Segundo Jardim, a mulher toma medicamentos devido a ataques de pânico e recebe acompanhamento psiquiátrico.O inquérito está sendo agora remetido à Justiça.

Para o delegado Paulo César Jardim, os grafismos correspondem a arranhões pois não transpassaram totalmente a pele e “teriam sido produzidos de forma bastante cuidadosa”. Para o titular da 1ª DP, as lesões na vítima “não são compatíveis com as que seriam esperadas na hipótese de ter havido efetiva resistência da parte dela à ação de um agente agressor”.

O laudo do IGP diz que “as lesões verificadas apresentam, portanto, características compatíveis com as de lesões autoinfligidas, embora não haja, a partir exclusivamente dos resultados do exame de corpo de delito, elemento de convicção para se afirmar que efetivamente foram autoprovocadas. Nesse sentido, pode afirmar-se que as lesões foram produzidas: ou pela própria vítima ou por outro indivíduo com o consentimento da vítima ou, pelo menos, ante alguma forma de incapacidade ou impedimento da vítima em esboçar reação”.

Também foram ouvidas 20 pessoas, entre donos de lojas e bares, moradores, síndicos e flanelinhas. Segundo a polícia, nenhuma delas viu a agressão relatada pela jovem.

A advogada Gabriela Souza, que defende a jovem, disse que teve acesso ao laudo nesta manhã e que irá se manifestar após a análise do documento. Pelas informações que recebeu, ela comentou que uma das sugestões do IGP condiz com o depoimento da garota, de que ela não esboçou reação. Segundo a advogada, a jovem disse que teve um ataque de pânico e “apagou” durante a agressão.

Quer receber A Folha do Litoral no seu e-mail?

Cadastre seu nome e e-mail e receba a edição semanal do jornal A Folha do Litoral para ler no seu tablet, smartphone ou na web.

I agree to have my personal information transfered to MailChimp ( more information )

Você pode cancelar sua inscrição a qualquer momento.

COMPARTILHAR