• E o inverno chegou realmente. E com ele chegam resfriados, dores de garganta, vontade de ficar mais tempo na cama. Roupas que não secam (para quem não tem máquina de secar), vontade de tomar chimarrão quente e comer comida saindo fumaça.
  • E quem não tem esse conforto? Ajudar ao próximo não custa quase nada. Doe as roupas que estão sobrando dentro armário, livros que se esparramam pelo chão. O CEACRIA, na Avenida Central, aceita doações de qualquer tipo, desde que passe calor.
  • Há muitas famílias reclamando a falta de remédios, principalmente antibióticos, na Secretaria da Saúde. Falta de verba?
  • Por falar em administração municipal, seria bem interessante o responsável pelos tapa-buracos dar uma olhada nos trabalhos já feitos. Na minha rua, os buracos ficaram mais altos em relação à antiga pavimentação. Acredito que também seria importante orientar os trabalhadores que uma vassoura é necessária para não deixar os pedacinhos de piche espalharem-se  ao entorno do buraco consertado; além disso, evitaria que fossem agregados aos pneus dos carros que passam por cima deles. Serviço benfeito traz, necessariamente, a limpeza também.
  • A Festa do Pescador, em Arroio do Sal, acontecerá de 26 a 30 deste mês. Muitas atividades por lá acontecerão: cantores, shows, cultura, poesias e a tradicional tainha assada.
  • Férias de inverno escolar ficam mais gostosas com contação de histórias e leituras de histórias. Fábulas é um bom gênero textual para incentivar o respeito, o limite e a justiça ao dia a dia do leitor. Monteiro Lobato é singular nesse espaço discursivo. Quem nunca leu O Lobo e o Cordeiro? O Macaco e o Leão? Trago, hoje,  a fábula universal da “cigarra e da formiga boa” (Esopo/Jean de La Fontaine).
  • Houve uma jovem cigarra que tinha o costume de chiar ao pé dum formigueiro. Só parava quando cansadinha; e seu divertimento então era observar as formigas na eterna faina de abastecer as tulhas. Mas o bom tempo afinal passou e vieram as chuvas. Os animais todos, arrepiados, passavam o dia cochilando nas tocas. A pobre cigarra, sem abrigo em seu galhinho seco e metida em grandes apuros, deliberou socorrer-se de alguém. Manquitolando, com uma asa a arrastar, lá se dirigiu para o formigueiro. Bateu – tique, tique, tique… Aparece uma formiga, friorenta, embrulhada num xalinho de paina.

– Que quer? – perguntou, examinando a triste mendiga suja de lama e a tossir.

– Venho em busca de um agasalho. O mau tempo não cessa e eu…

A formiga olhou-a de alto a baixo.

– E o que fez durante o bom tempo, que não construiu sua casa?

A pobre cigarra, toda tremendo, respondeu depois de um acesso de tosse: – Eu cantava, bem sabe…

– Ah! … exclamou a formiga recordando-se. Era você então quem cantava nessa árvore enquanto nós labutávamos para encher as tulhas? – Isso mesmo, era eu…

– Pois entre, amiguinha! Nunca poderemos esquecer as boas horas que sua cantoria nos proporcionou. Aquele chiado nos distraía e aliviava o trabalho. Dizíamos sempre: que felicidade ter como vizinha tão gentil cantora! Entre, amiga, que aqui terá cama e mesa durante todo o mau tempo. A cigarra entrou, sarou da tosse e voltou a ser a alegre cantora dos dias de sol.

  • A história da “Cigarra e da Formiga má” fica para a próxima semana.
  • A todos um bom final de semana. Frio sem chuva. Sol sem vento.
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