Trabalhadores de todas as horas

No Evangelho de Jesus, encontramos a parábola dos “trabalhadores da última hora”. Mensagem significativa que nos induz ao trabalho com dedicação, independentemente da atividade daqueles que estão a caminho conosco.

É certo que cada um receberá de acordo com suas obras, isso significa que pela Lei Divina, nada acontece que não seja justo, perfeito, como tudo no universo. Sendo assim, receberemos sempre o retorno daquilo que representamos, labutamos e especialmente irradiamos ao derredor.

Preocupar-se com o outro que não seja para auxiliar como irmão que somos, é incursão desnecessária e muitas vezes malfazeja. Como o dito popular: “quem não pode ajudar que pelo menos não atrapalhe”.

Somos trabalhadores sempre, em todas as horas, no entanto, agimos nas mais das vezes, quando motivados, impulsionados, seja pelo amor, seja pela dor. É sabido que, pela imaturidade espiritual, ainda necessitamos da dor para rumar ao progresso que nos aguarda. Conclui-se que o trabalho é uma “dor necessária” para lapidação da alma.

Com relação aos outros, que se julgam trabalhadores das primeiras horas, prejudicados pelo Senhor da Vinha, se conclui que lhes faltou tolerância e o verdadeiro senso de justiça, pois não foram lesados naquilo que lhes foi proposto como paga pelo serviço que se comprometeram realizar.

Julgamos sempre que os fardos alheios são menos pesados que os nossos. Que nada se compara aos tormentos, que não existem dores como as que suportamos, e assim por diante. Esquecemos, no entanto, que os que hoje caminham mais leves, por certo têm merecimento para tal. Nosso procedimento ainda é o mesmo dos trabalhadores das primeiras horas: egoísmo, individualismo, ganância…

Trabalhemos com afinco todas as horas que nos são concedidas, sem a segunda intenção pela recompensa que nos julgarmos merecedores, se assim não for, nosso comportamento assemelhar-se-á ao de simples mercador, tendo os semelhantes como degraus para evolução. “Que a vossa mão esquerda, não saiba o que dá a direita!”.

Todas as horas, momentos, minutos são importantes para o trabalho cristão. Mãos à obra!

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